Tratamento
Disfunção erétil em Salvador
Disfunção erétil é a dificuldade persistente em obter ou manter uma ereção suficiente para uma relação satisfatória — episódios isolados não configuram o diagnóstico. Na maioria dos homens a causa é vascular ou metabólica, e as artérias do pênis, mais finas que as do coração, costumam dar sinal primeiro: por isso a avaliação investiga também diabetes, pressão, colesterol e risco cardiovascular, e não para na prescrição. O tratamento é em degraus: corrigir causas, hábitos e medicações que interferem; depois a medicação oral, que funciona para boa parte dos homens; e, quando ela não basta, injeção no corpo cavernoso, dispositivo a vácuo ou prótese peniana. A reposição de testosterona só entra quando a deficiência é confirmada.
- dificuldade para ter ou manter a ereção
- ereção que perde força durante a relação
- comprimido que parou de funcionar
- queda de libido com cansaço
- disfunção depois de cirurgia de próstata
- diabetes ou pressão alta com piora da ereção
Poucas queixas demoram tanto a chegar ao consultório. Entre o início dos sintomas e a primeira consulta costumam passar anos, preenchidos por constrangimento, adiamento e, cada vez mais, por comprimidos comprados sem avaliação — que resolvem o sintoma naquela noite e deixam a causa exatamente onde estava.
A disfunção erétil tem tratamento eficaz para a imensa maioria dos homens. Mas ela é também, com frequência, um aviso. Esta página trata das duas coisas.
Antes do tratamento: o que a disfunção está dizendo
A ereção depende de um aumento grande e rápido do fluxo de sangue no pênis, comandado por nervos e sustentado por hormônios. Qualquer coisa que comprometa artérias, nervos, hormônios ou o contexto emocional compromete o mecanismo — e o mais comum é que mais de um fator esteja presente.
| Grupo de causa | Exemplos | Por que importa |
|---|---|---|
| Vascular e metabólica | Diabetes, hipertensão, colesterol alto, tabagismo, obesidade, sedentarismo | É a mais frequente, e pode anunciar doença cardiovascular silenciosa |
| Medicamentosa | Alguns anti-hipertensivos, antidepressivos, remédios para a próstata | Frequentemente reversível com ajuste de quem prescreveu |
| Hormonal | Hipogonadismo (testosterona baixa), alterações da tireoide | Costuma vir com queda de libido e cansaço |
| Neurológica | Neuropatia diabética, lesão medular, cirurgia pélvica | Inclui a disfunção após prostatectomia |
| Psicológica e relacional | Ansiedade de desempenho, depressão, conflito no relacionamento | Real e tratável — e raramente a única causa depois dos 40 |
O ponto que reposiciona a queixa: as artérias do pênis são mais finas que as do coração, e a aterosclerose costuma se manifestar primeiro onde o vaso é mais estreito. A disfunção erétil pode anteceder em alguns anos um problema cardíaco. O texto sobre causas e quando procurar desenvolve esse ponto.
Como é a avaliação
Começa pela história, e é a parte que mais rende: quando começou, se foi súbito ou gradual, se as ereções noturnas e matinais estão preservadas — o que sugere componente psicológico mais relevante —, que medicações estão em uso, como está a libido, como está o relacionamento. Questionários padronizados ajudam a medir a gravidade e a acompanhar a resposta ao tratamento.
O exame físico olha pressão arterial, circunferência abdominal, características dos testículos e do pênis — incluindo curvatura ou placas, que sugerem doença de Peyronie.
Os exames laboratoriais investigam exatamente o pano de fundo: glicemia, perfil lipídico, função renal e, quando há sintomas compatíveis, testosterona colhida pela manhã. Não raro a consulta motivada pela queixa sexual termina com um diabetes ou uma hipertensão até então desconhecidos — e, conforme o risco, com encaminhamento para avaliação cardiológica.
O tratamento, em degraus
Primeiro, as causas. Não é o conselho protocolar antes do tratamento de verdade. Controlar o diabetes, parar de fumar, perder peso, fazer atividade física e ajustar medicações que interferem têm efeito real e mensurável sobre a função erétil — e tratam, ao mesmo tempo, o risco cardiovascular por trás dela.
Depois, a medicação oral. Os inibidores da fosfodiesterase-5 funcionam para boa parte dos homens. Não produzem ereção sozinhos: facilitam a resposta a um estímulo sexual. A escolha entre eles considera a duração do efeito e a rotina do paciente. A contraindicação que não admite exceção é o uso de nitratos, pela queda perigosa de pressão.
Antes de concluir que a medicação não funciona, vale revisar o uso — dose, horário em relação à refeição, estímulo, número de tentativas. Uso inadequado é a causa mais comum de falha aparente.
Quando a medicação oral não basta, há alternativas eficazes:
| Opção | Como funciona | O que considerar |
|---|---|---|
| Injeção no corpo cavernoso | Medicação aplicada pelo próprio paciente na lateral do pênis, com agulha fina, alguns minutos antes da relação | Alta eficácia; exige treinamento para a autoaplicação e ajuste de dose; risco de ereção prolongada |
| Dispositivo a vácuo | Cilindro que produz pressão negativa e atrai sangue para o pênis, mantido por um anel na base | Sem medicação; eficaz, mas menos espontâneo e com aceitação variável |
| Prótese peniana | Implante cirúrgico de cilindros no interior do pênis, maleáveis ou infláveis | Solução definitiva para casos que não responderam às demais; alta satisfação, mas substitui o mecanismo natural de forma irreversível |
A injeção intracavernosa é iniciada no consultório: a primeira aplicação e o ajuste da dose são feitos com acompanhamento, e o paciente sai treinado para a autoaplicação — que é o que torna o método seguro em casa. A prótese peniana é um procedimento que realizo, reservado a quem não respondeu ou não se adaptou às demais opções, e precedido de uma conversa longa sobre o que ela oferece e sobre o que ela substitui de forma irreversível.
E em paralelo, quando cabe, a abordagem psicológica ou de terapia sexual, com profissional da área — que não é alternativa ao tratamento médico, e sim parte dele quando ansiedade de desempenho ou questões do relacionamento pesam.
Testosterona: quando entra, e quando não
A reposição de testosterona só é considerada quando há deficiência confirmada: sintomas compatíveis e dosagens matinais baixas em mais de uma coleta, com outras causas afastadas. Mesmo nesses casos, costuma melhorar mais a libido do que a ereção propriamente dita, e às vezes precisa ser combinada à medicação oral. Quando indicada, a reposição é conduzida aqui, com o acompanhamento que ela exige: hematócrito, PSA e reavaliação dos sintomas em intervalos definidos.
Em quem tem testosterona normal, repor não trata disfunção erétil — e tem custos: suprime a produção de espermatozoides, o que importa para quem ainda quer ter filhos, e exige acompanhamento de sangue e próstata. Não é tratamento estético nem conduta de rotina.
Ondas de choque e outras promessas
A disfunção erétil é terreno fértil para tratamentos vendidos com mais convicção do que evidência.
A terapia por ondas de choque de baixa intensidade tem estudos com algum benefício em casos leves de causa vascular, mas os protocolos variam muito, o efeito descrito é modesto e a durabilidade é incerta. Não é primeira linha. Plasma rico em plaquetas e outras aplicações apresentadas como regenerativas não têm eficácia estabelecida para essa indicação.
Isso não quer dizer que nunca haverá lugar para elas — quer dizer que, hoje, quem promete cura com uma série de sessões está prometendo o que a evidência não sustenta.
Depois da cirurgia de próstata
A disfunção erétil é um dos efeitos mais temidos da prostatectomia radical, e a recuperação, quando acontece, costuma levar de um a dois anos. O que mais pesa é a função antes da cirurgia, a idade e o quanto os feixes nervosos puderam ser preservados, o que depende da extensão do tumor.
A reabilitação começa cedo, com medicação oral e, quando necessário, as demais opções, e a expectativa realista precisa ser conversada antes da operação — não depois. Como a prostatectomia e todas as etapas do tratamento da disfunção erétil são conduzidas no mesmo consultório, a reabilitação entra no seguimento desde o primeiro retorno, sem troca de médico no meio do caminho. A página de tratamento do câncer de próstata trata dessa decisão.
Para quem esta página não é
Ereção dolorosa que dura mais de quatro horas — o priapismo — não espera consulta: é urgência, com risco de dano permanente ao tecido do pênis.
Ejaculação que acontece antes do desejado é outra condição, com tratamento próprio — ver ejaculação precoce. E dor torácica, falta de ar ou palpitação ao esforço, sobretudo em quem já tem disfunção erétil, pedem avaliação cardiológica antes de qualquer tratamento sexual.
Para o médico que encaminha
O encaminhamento rende mais com o pano de fundo cardiovascular já parcialmente levantado. Materiais úteis para enviar junto:
- Glicemia ou hemoglobina glicada, perfil lipídico e função renal recentes.
- Lista completa de medicações, com atenção a nitratos, anti-hipertensivos e antidepressivos.
- Testosterona total, se já dosada — com o horário da coleta.
- Tratamentos já tentados para a disfunção, com dose e forma de uso.
- Histórico de cirurgia pélvica ou prostática.
A contra-referência sai em 48 a 72 horas, com o raciocínio e a conduta proposta. Ver a página para médicos.
Próximo passo
Se a dificuldade é persistente, vale reenquadrar a consulta: você não estará indo tratar apenas uma questão sexual, mas fazendo uma avaliação que começa por onde o corpo costuma dar o primeiro aviso. Traga a lista do que você usa — inclusive o que já tomou por conta própria — e as dúvidas que ainda não teve oportunidade de fazer em voz alta.
Perguntas frequentes
Posso tomar o comprimido sem consulta?
Não é uma boa ideia, por dois motivos concretos. O primeiro é a interação com nitratos, usados em doença cardíaca: a combinação pode derrubar a pressão de forma perigosa. O segundo é que o comprimido resolve o sintoma e apaga o aviso — e em boa parte dos homens a disfunção erétil é o primeiro sinal de um problema vascular que ainda não deu outro sintoma. Tratar sem avaliar é perder essa janela.
A disfunção erétil tem a ver com o coração?
Com frequência, sim. As artérias do pênis são mais finas que as coronárias, e a aterosclerose tende a se manifestar primeiro onde o vaso é mais estreito. A disfunção pode anteceder em alguns anos um evento cardiovascular. Por isso a avaliação inclui glicemia, colesterol, pressão arterial e, conforme o caso, encaminhamento para avaliação cardiológica.
O remédio parou de fazer efeito. Acabaram as opções?
Não. Antes de concluir que a medicação falhou, vale revisar como ela está sendo usada — dose, horário em relação à refeição, necessidade de estímulo sexual, número de tentativas —, porque o uso inadequado é a causa mais comum de falha aparente. Se de fato não funciona, existem alternativas eficazes: injeção no corpo cavernoso, dispositivo a vácuo e, para casos selecionados, prótese peniana.
Tratamento com ondas de choque funciona?
A evidência é limitada e heterogênea. Há estudos com algum benefício em casos leves de causa vascular, mas os protocolos variam muito entre si, o efeito descrito é modesto e a duração é incerta. Não é tratamento de primeira linha, e desconfie de promessas de cura. Plasma rico em plaquetas e outras aplicações vendidas como regenerativas não têm eficácia estabelecida para disfunção erétil.
Testosterona resolve a disfunção erétil?
Só quando a causa é deficiência de testosterona confirmada — com sintomas compatíveis e duas dosagens matinais baixas —, e mesmo assim costuma melhorar mais a libido que a ereção em si. Repor testosterona em quem tem nível normal não trata disfunção erétil, pode suprimir a produção de espermatozoides e tem riscos próprios. Não é conduta de rotina nem tratamento estético.
Depois da prostatectomia a ereção volta?
Pode voltar, total ou parcialmente, e a recuperação costuma se estender por um a dois anos. O que mais pesa é a função antes da cirurgia, a idade e o quanto os feixes nervosos puderam ser preservados — o que depende da extensão do tumor. A reabilitação peniana começa cedo, com medicação e, quando necessário, outras medidas, e a expectativa realista precisa ser conversada antes da operação.
Agende sua avaliação
Se os sintomas descritos são os seus, uma consulta define o diagnóstico e as opções para o seu caso. Escolha o canal que preferir.
Agendamento online pelo Hospital da Bahia
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